segunda-feira, 22 de junho de 2020

Urucum: corante natural que possui ação antioxidante; inibe o crescimento de bactérias, incluindo Escherichia coli e Staphylococcus aureus; diminui inflamações; e outros.


Urucum: corante natural que possui ação antioxidante; inibe o crescimento de bactérias, incluindo Escherichia coli e Staphylococcus aureus; diminui inflamações; e outros.

O urucum, também conhecido como o colorau é muito usado para colorir os alimentos aqui no Brasil. Em pó é encontrado em feiras e mercados, podendo substituir a massa de tomate e fica delicioso. O urucum é o fruto do urucuzeiro nativo da América tropical rico em carotenóides, vitaminas A, C, B2 e B3, cálcio, ferro, fósforo e aminoácidos; contém também cianidina, ácido elágico e salicílico, saponinas, taninos e fitoquímicos. Seus componentes ajudam na prevenção de doenças crônicas e intestinais.
As sementes do urucum são usadas tradicionalmente por índios brasileiros e peruanos como matéria-prima para tintas vermelhas, protetor solar, repelente e item religioso de agradecimento pelas colheitas e pesca.
Suas sementes e folhas possuem atividade diurética (melhora a função renal), adstringente e antibacteriana. Dentre as substâncias antioxidantes presente na semente pode-se citar o tocoferol e tocotrienol. Promove alívio de azia, indigestão e desconforto estomacal. Possui também propriedades expectorantes combatendo o muco e as doenças respiratórias.
A ação antioxidante dessas duas substâncias deve-se principalmente à capacidade em doar seus hidrogênios fenólicos aos radicais livres, e com isso impedir a oxidação dos lipídeos. O uso da tintura ajuda no tratamento de doenças venéreas, controlar os sintomas da menopausa, melhorar a libido sexual, e para diminuir suores noturnos, dores, ou inchaço.
Atualmente o urucum é mundialmente utilizado como corante para diversos fins, principalmente na indústria alimentícia. Estima-se que o urucum está presente em 70% dos corantes dos alimentos. Ele é uma alternativa natural ao corante artificial cancerígeno anilina e, por não ter sabor, pode ser em diversos alimentos.

Vamos conferir os seus benefícios à saúde:

-Rico em antioxidantes: O urucum contém vários compostos vegetais com propriedades antioxidantes, incluindo carotenoides, terpenoides, flavonoides e tocotrienois. Esses compostos ajudam a neutralizar as moléculas potencialmente prejudiciais conhecidas como radicais livres, que podem danificar as células e levar ao desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer, distúrbios cerebrais, doenças cardíacas e diabetes.
Estudos realizados mostraram que os extratos de urucum inibem o crescimento de várias bactérias, incluindo Staphylococcus aureus e Escherichia coli, outro estudo mostrou que o urucum matou vários fungos, incluindo Aspergillus niger, Neurospora sitophila e Rhizopus stolonifer.

-Ajuda a combater o câncer: O extrato do urucum pode suprimir o crescimento de células cancerígenas e induzir a morte celular em células de câncer de próstata, pâncreas, fígado e pele, entre outros tipos de câncer.
-Saúde dos olhos: O urucum é rico em carotenoides, que são substâncias que ajudam a promover a saúde ocular .Esses carotenoides são particularmente a bixina e a norbixina, que são encontradas na camada externa da semente. Em um estudo em animais, a suplementação com norbixina por três meses reduziu o acúmulo do composto N-retinilideno-N-retiniletanolamina (A2E), que foi associado à degeneração macular relacionada à idade. Essa doença é a principal causa de cegueira em adultos e pode se desenvolver com o uso da luz azul.

-Saúde do coração: O urucum é uma boa fonte de compostos da família da vitamina E chamados tocotrienóis, que podem proteger contra problemas cardíacos relacionados à idade.

-Diminui inflamações: Vários estudos em tubo de ensaio indicam que os compostos do urucum podem reduzir numerosos marcadores de inflamação.

Atenção: Em geral, o urucum parece ser seguro para a maioria das pessoas Entretanto, algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas, especialmente se tiverem alergias a plantas da família Bixaceae.
Os sintomas da alergia ao urucum incluem coceira, inchaço, pressão arterial baixa, urticária, dor de estômago e sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII).
Mulheres grávidas ou amamentando não devem consumi-lo em quantidades superiores às normalmente encontradas em alimentos, pois não há estudos suficientes sobre sua segurança nessas populações.
Se sentir algum efeito colateral desconfortável ao consumir o urucum ou produtos que o contenham, pare imediatamente de consumi-lo e fale com o seu médico.

Fonte da Pesquisa: Google.com
Créditos da foto: Andréa Ribeiro.
(Esta matéria é informativa e não substitui o trabalho de um especialista)

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