quarta-feira, 29 de junho de 2022

Bolachinha de Fubá Crocante que derrete na boca.

Deliciosa Bolachinha de Fubá Crocante.


Ingredientes:

1 ovo
3 colheres de sopa de margarina
4 colheres de açúcar
1 ½ xícara de fubá
3 colheres de sopa de amido de milho
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de Preparo:

Em uma vasilha misture o ovo, o açúcar e a margarina. Depois acrescente os demais ingredientes, amasse bem e enrole as bolachinhas.
Leve ao forno quente por 15 minutos.
 

(Receita testada e aprovada, fica deliciosa)

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Bolo de Mandioca Cremoso.

Bolo de Mandioca Cremoso.

Ingredientes:

3 xícaras de mandioca crua ralada
01 xícara de açúcar
1 ovo
½ xícara de leite
½ xícara de óleo
50 gramas de coco ralado ou de queijo ralado (o da foto eu fiz com coco)
1 colher de sopa de pó royal.
Modo de Preparo:

Coloque em uma vasilha o ovo, o açúcar, o óleo e o leite, mexa bem. Depois acrescente a mandioca ralada, misture bem e adicione o coco ralado ou o queijo. Por último, coloque o pó royal, misture e despeje em uma forma untada.

Leve ao forno médio e asse por 50 minutos ou até que fique bem douradinho nas bordas.
Com o bolo levemente morno, desenforme.

Agora é só saborear esta deliciosa receita.

(Receita testada e aprovada) 
terça-feira, 24 de maio de 2022

Importância e benefícios da relação dos netos com os avós maternos e paternos.

“Dizem que avós são “pais em dobro” e, levando em consideração todos os benefícios que eles podem proporcionar a seus netos, essa afirmação é verdadeira. Ser avó e avô é como amar o filho pela segunda vez, é ter uma segunda oportunidade de participar na criação de crianças na família, mas, desta vez, de forma mais leve e tranquila.
O velho ditado de que “os avós estragam os netos” pode ser real em relação a rotinas e regras, porém nem sempre é ruim, pois as crianças recebem muitos benefícios com esta relação. O contato constante com os avós tem efeito positivo na vida das crianças devido ao amor, apoio e ensinamentos que somente os mais velhos podem oferecer para os pequenos da família.
Os pais devem incentivar ao máximo o contato e o vínculo entre seus filhos e os avós. Para os que moram longe, vale tentar fazer mais visitas, falar com mais regularidade, ou enviar as crianças para passarem férias com vovó e vovô.
Para os que moram perto, é importante sempre proporcionar encontros entre avós e netos (mesmo que sejam os tradicionais almoços de domingo) para sempre haver um melhor relacionamento. O importante é dar a oportunidade para que esse amor gere fortes lembranças para a criança no futuro
.Com base em inúmeros estudos científicos, Marrie Ometto, do Mamãe Plugada, escreveu um texto defendendo a relação entre avós e netos:

“Teoria da Avó”:

Após anos de estudo sobre a perspectiva de vida das mulheres idosas perante a de primatas fêmeas, antropólogos chegaram ao surgimento da “Teoria da Avó”. Segundo esta teoria, as mulheres mais velhas que se voltavam para atividades e tarefas ligadas aos netos, sempre contribuíram com suas tribos.
Ou seja, de acordo com a teoria, por ajudar filhas e noras com as crianças, as avós as libertavam para que elas engravidassem novamente, o que torna as mulheres idosas, de certa forma, responsáveis pelo crescimento populacional das tribos. E, ao cuidar dos netos, as avós também permitiam que as mães saíssem para buscar comida, ou elas mesmas poderiam buscar alimento – o que gerava um sustento extra para a sobrevivência da comunidade.

Benefícios dos avós aos netos:

Segundo algumas pesquisas, netos que têm um laço emocional próximo com seus avós obtêm uma variedade de benefícios importantes para toda a sua vida.
Crianças que têm relacionamentos fortes com os avós são mais bondosas, generosas e com menores taxas de ansiedade e depressão no futuro. O envolvimento dos netos com os avós, de acordo com o mesmo estudo, também aumenta o desempenho escolar, a autoestima, a inteligência emocional e a fazer ou manter amigos.
Segundo o blog, James S. Bates realizou um estudo sobre os efeitos dos avós perante suas famílias, no qual listou importantes fatos que avós proporcionam a seus netos:

Árvore genealógica: ajudam os netos a entender e interpretar a história da família. Contam quem foram os avós dos avós, o que faziam, de onde vieram, assim por diante.
Mentores: ensinam e transmitem habilidades práticas e de conhecimento da vida.
Espiritual: oferecem conforto, encorajamento e conselhos.
Caráter: se esforçam para nutrir e dar forma ao caráter e à personalidade de seus netos, para que se tornem membros éticos e responsáveis na vida em sociedade.
Recreação: tentam organizar, facilitar e participar de atividades de lazer com os netos.
Identidade familiar: encorajam fortes relações familiares e comportamentos interpessoais apropriados entre os membros da família.
Investimento: ajudam netos a se tornarem financeiramente autossuficientes na idade adulta.

Benefícios dos netos aos avós:

Avós que têm a oportunidade de estar com os netos, não apenas emocionalmente, mas também em contribuir com suporte funcional, como buscar de vez em quando na escola, ajudar com algo financeiro ou ainda cuidar das crianças para que os pais possam sair, demonstram ter mais saúde psicológica e menos depressão do que aqueles que não fazem isso.
De acordo com estudos, avôs que estão ativamente envolvidos na vida dos netos possuem melhor bem-estar do que os que são mais passivos. E ainda, as avós que cuidam mais de seus netos têm um risco reduzido de sofrer Alzheimer e outros distúrbios cognitivos.
Segundo este estudo, o fato de cuidar dos netos dá aos mais velhos uma sensação de significado, identidade e finalidade, especialmente quando eles já deixaram de trabalhar. Na análise, 72% dos entrevistados acham que “ser avô/avó é a coisa mais importante e satisfatória na sua vida”, citando esse papel como mais relevante que viagens ou segurança financeira.

Benefícios para pais na relação avós e netos:

O apoio dos avós ajuda os pais da criança em diversos aspectos, como a de ter com quem deixar o filho quando precisam sair, em caso de emergência, ou até mesmo para descansar um pouco. Tirar férias sem os filhos pode ser uma boa ideia se as crianças puderem ficar com seus avós.
Receber ajuda dos avós dos filhos é sempre bom para aliviar o dia a dia e, assim, poder levar a maternidade/paternidade mais leve e menos estressante.

Avós maternos e paternos:

Será que, cientificamente, há alguma diferença de efeito entre avós maternos e paternos na criação dos netos? Segundo o Mamãe Plugada, sim. O blog cita que em mais de 45 estudos diferentes sobre este tema (um deles aqui), tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, foi constatado que o envolvimento de avós maternos teve um impacto significativo na sobrevivência e bem-estar de seus netos, como por exemplo, em reduzir a taxa de mortalidade das crianças pela metade.
Na mesma análise, surpreendentemente, a presença do pai teve apenas um pequeno efeito perante o desenvolvimento infantil. Já o envolvimento de avós paternos também teve uma influência saudável, embora fosse mais variável.
Estes estudos, segundo o blog, apontam para os avós maternos em assumir um papel maior na assistência aos netos, devido, entre alguns fatores, estarem mais seguros de sua ligação genética com essas crianças, como também ao fato de muitas vezes a nora não ter proximidade com os sogros, o que dificulta a relação dos avós paternos com os netos. O maior envolvimento das avós maternas com seus netos também pode estar relacionado ao vínculo único existente entre mães e filhas.
Tanto avós maternos, quanto paternos influenciam e ajudam seus netos de maneiras diferentes. Por exemplo, esses estudos apontaram que a maior proximidade com as avós maternas faz aumentar as chances de sobrevivência das crianças, enquanto que o maior envolvimento com as avós paternas faz crescer a taxa de natalidade.

Já a relação dos avôs com os netos, embora não tenha sido ainda tão estudada, traz benefícios para a sobrevivência das crianças não perante a um papel prático na criação (como ocorre com as avós), mas a ensinamentos importantes de habilidades e valores.”

Fonte da Pesquisa: https://catracalivre.com.br/

sábado, 7 de maio de 2022

Poema: Saudade de Mãe (Padre Fábio de Melo).

“Coloquei o filtro da arte naquela cena comum, e a luz que
até então estava escondida , veio surpreender-me com seu
poder de claridade.

A mulher simples, mãos calejadas de lida rotineira,
mulher que aprendeu a curar as dores do mundo
a partir de meus joelhos esfolados de quedas e estrepolias.
Aquela mulher, minha mãe, rosto iluminado pela labareda que tinha origem no fogão de lenha. Trazia consigo o dom de me devolver a calma, que a vida tantas vezes insistiu em me roubar.
Aquela cena: mulher, fogão de lenha, panela preta escondendo a brancura de um arroz feito na hora. É uma das cenas mais preciosas que meu coração não soube esquecer.
Saudade de mãe é coisa sem jeito, chega quando menos imaginamos: um cheiro, uma melodia, uma palavra... uma imagem, e eis que o cordão do tempo, nos convida ao retorno da infância.
Como se um fio nos costurasse de novo ao colo da mulher que primeiro nos segurou na vida e agora nos pudesse regenerar.

Saudade de mãe é ponte que nos favorece um retorno a nós mesmos;
travessia que borda uma identidade muitas vezes esquecida,
perdida na pressa que nos leva.

Saudade de mãe é devolução, é ato que restitui o que se parte;
é luz que sinaliza o local do porto,
é voz no ouvido a nos acalmar nas madrugadas de desespero e solidão,
através de uma frase simples: Dorme meu filho! Dorme!

Hoje, nesse dia em que a vida me fez criança de novo,
neste instante em que esta cena feliz tomou conta de mim,
uma única palavra eu quero dizer: Oh minha mãe, que saudade eu sinto de você!”

(Padre Fábio de Melo)
segunda-feira, 11 de abril de 2022

Pausar a vida pelos filhos. (Fernanda Marques)

“Hoje tomei meu café e fiquei pensando em quantas vezes, desde que me tornei mãe, já escutei a frase “não pause sua vida pelos filhos, pois eles um dia crescem”; como uma forma disfarçada de menosprezar a dedicação materna.

Cria-se o filho pro mundo, todo mundo diz.

As asas, as benditas asas. Eu sei, você sabe. Não pausar a vida. Ideia curiosa essa já que ser mãe é viver eternamente de pausas.
Por 9 meses, pausa o vinho.
Por aproximadamente 40 dias se pausa a vida sexual.
Por muitas e muitas noites pausa o sono, pausam a reunião de trabalho, a ligação importante, a oportunidade profissional. Pausa a poupança, porque juntar dinheiro fica difícil.
A gente pausa as refeições e os banhos. Pausa os planos de viagens, as saídas com as amigas, as idas ao cabeleireiro.
A gente pausa o coração na preocupação e pausa a própria vida pra respirar a deles.

Criar para o mundo. O que isso seria?

Suponho que minha mãe me criou “para o mundo,” sempre me dando asas. Fui conquistar esse mundão para o qual a minha mãe me criou.
Mas a verdade é que eu nunca deixei de ser dela. Um pedaço dela. Um produto dela.
Então eu penso, enquanto tomo meu café com lágrimas e amargo as saudades que sinto da minha mãe, que filhos não são do mundo. Nossos filhos são nossos! Eles vieram da gente e voltam pra gente de novo e de novo.
Mesmo estando longe, eles são nossos. Nossos pedaços. Nossos produtos. Os produtos de todas as nossas pausas. Porque é na pausa que fortalecemos o vínculo, é na pausa que construímos as memórias. É no pausar da vida, nesse incessante viver pelo outro, em meio às dores e sacrifícios que, como mulheres, muitas vezes nos vemos plenas; e mais do que isso, nos vemos mães.”

Por: Fernanda Marques.
domingo, 13 de março de 2022

Uma das perdas mais doloridas, com certeza, é a perda da mãe.

“Como tudo na vida, uma hora algum círculo se fecha, uma experiência se acaba e nós perdemos alguém. Uma das perdas mais doloridas com certeza é a perda de uma mãe, luto de mãe. Perder uma pessoa tão especial na nossa vida não tem nem explicação.
De antemão, queremos deixar claro que não temos nenhuma fórmula mágica de como passar por esse momento, porém, trouxemos alguns conselhos de como lidar melhor com essa situação.
A tristeza em si, quando em demasia, pode ser extremamente perigosa e nesses casos recomendamos a visita e consulta com um psicólogo. Nada em excesso faz bem, e essa tristeza pode se tornar tão profunda a ponto de ser uma depressão.
Cada luto é particular, afinal, todos nós somos individuais do nosso jeito. Não dá para mensurar a tristeza e luto de cada um, a forma de superar um luto de alguém pode ser diferente do seu, e nenhum é menor ou maior do que o outro.
Quando alguém sai ou vai para festas assim que alguém morre, as pessoas costumam comentar que aquela pessoa nem está triste. Porém, essa pode ser a forma dela de lidar com todo esse sentimento ruim que está existindo naquele momento.
Por que perder uma mãe é tão difícil?

Na maioria das vezes, as pessoas têm uma relação muito legal com sua mãe, uma briga aqui outra ali, mas nada que abale vocês. De qualquer forma, a figura de uma mãe é muito importante e emblemática para alguém, e a sua perda é muito difícil por isso.
Superar qualquer morte já é muito difícil, imagine quem te deu a vida. Não se culpe por sentir demais, é normal e compreensível. O amor que sua mãe tinha por você era com certeza único e incondicional, por isso entendemos que esse momento pode estar sendo muito difícil para você.
Foram anos com aquela presença tão especial e forte na sua vida, momentos que não voltarão. Por isso, podemos te dar alguns conselhos de como passar por isso de uma forma mais leve. Se você sentir que tudo está muito difícil e que seus sentimentos negativos não diminuirão, procure um profissional.
Não tenha vergonha de admitir essa dor tão intensa e que você precisa sim de ajuda. Todos nós somos passiveis de dores fortes e você não é menor por isso.

Luto de mãe: Como lidar melhor?

Você é único. Sua relação com sua mãe era única, mesmo que você tenha irmãos. A sua ligação com sua mãe era totalmente individual. Por isso, aceite os acontecimentos e coloque em sua cabeça que aconteceu, não foi sua culpa e infelizmente as coisas estão como deveriam estar.
Confie em você. Só você sabe o que você vai precisar para sair dessa situação tão ruim e se você vai sair. Na verdade, o luto de mãe não tem início, meio e fim, nós não temos como saber quando vai acabar e se vai acabar.
Nós nos acostumamos com a situação e com o tempo você não chora o mesmo, você lembra só dos pontos positivos, das boas memórias. Esse é o importante, focar nas coisas boas que a sua mãe fez em vida.
Esteja em um ambiente agradável. Esteja rodeado das melhores companhias sempre, procure estar perto de quem alegra você, quem te bote para cima. Mantenha perto também quem te escuta de verdade, quem procura entender seus sentimentos e quer te ver bem. Se você andar com pessoas tristes ou que não se importem com o seu luto, vai ser mais difícil para você sair dessa situação. Converse sobre o seu luto com alguém. Nada melhor que dividir um sentimento (com alguém confiável) e ser entendido. As pessoas podem te ajudar de forma inimagináveis e você só vai descobrir quando tentar. Coloque para fora tudo que está te fazendo mal, tudo aquilo que tem te colocado para baixo. Entendemos que o otimismo nem passa por sua cabeça, mas manter-se positivo sempre é e será a melhor opção a ser feita sim.
Continue vivendo. Entendemos que isso pode ser bastante complicado, mas infelizmente a vida continua. Algumas pessoas ficarão para trás e você precisa entender isso. Achar que a vida é eterna é um dos motivos para não conseguir lidar bem com essas situações de luto.
Continue homenageando a sua mãe. Sempre procure separar um tempo para homenagear a sua mãe, dessa forma você vai perceber que em vida sua mãe sempre pôde te dar bons momentos e que serão eternizados.
Busque reunir seus familiares que eram próximos a ela, destine datas para fazer essa homenagem. Você vai perceber que o que sua mãe fez enquanto estava viva foi de extrema importância para o seu crescimento e para toda sua vida.
Tente refletir sobre ensinamentos da sua mãe . Algumas lições que a nossa mãe nos dá ficam eternamente em nossos corações, por isso, coloque acima de tudo o que ela te falava para fazer.
Tente estabelecer uma relação mais forte com sua família, pois o tempo é curto. Mesmo que a sua mãe não tenha deixado ensinamento nenhum, procure sempre lembrar do que ela fazia e o que gostava.
Fique triste, sim, não tem problema ficar triste pela perda da sua mãe, só não se entregue de vez e completamente para essa tristeza. Estamos dando o conselho de ficar triste pois você não pode negar um sentimento que existe, você está triste e pronto.
Negar não vai adiantar nada, só prolongar e alimentar uma sensação muito ruim dentro de você. Por esse motivo, fique triste quando deve ficar e quando esse momento acabar, você vai se sentir mais leve e os pensamentos positivos irão tomar conta da sua mente.
Queremos deixar claro que não queremos fazer nenhum tipo de diagnóstico, visto que todos nós temos nossas características individuais. O essencial é que você procure um profissional da área de Psicologia e sempre busque sua melhora e até uma melhor qualidade de vida.”

Fonte da Pesquisa: https://www.fepo.com.br/

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Os filhos devem aprender que não é errando que se aprende, é corrigindo o erro. (Içami Tiba)

“Içami Tiba foi um médico psiquiatra, psicodramatista, colunista, escritor de livros sobre Educação, familiar e escolar, e palestrante brasileiro, escritor dos livros “Pais e Educadores de Alta Performance”, “Quem Ama, Educa!”e mais 28 livros. Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a Teoria da Integração Relacional, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores. Em uma entrevista cerca de um ano antes de sua morte, Içami Tiba falou sobre o conceito de educação sustentável para os filhos:

Os filhos devem aprender que não é errando que se aprende, é corrigindo o erro. Toda vez que, por exemplo, que uma mãe, ao ver que filho errou a sua tarefa, diz para ele que pode deixar que ela faz a tarefa, ela está tirando desse filho a grande oportunidade dele corrigir e aprender com o próprio erro. Esse filho não está recebendo uma educação sustentável, ou seja, uma educação onde o aprendiz tem a sua auto sustentabilidade em seu processo de ser e de estar no mundo como indivíduo autônomo. Uma educação sustentável é aquela em que os pais se preocupam com a gestão, tanto cognitiva, quanto no desenvolvimento psicossocial da criança, preparando-a para uma vida adulta saudável.
O mestre Içami, usa o exemplo da riqueza para explicar melhor a importância de se adotar uma educação sustentável dentro do ambiente familiar: quando os pais colocam os filhos como príncipes, é como se eles próprios fossem reis. Então esses reis colocam o que é deles como se fosse dos filhos. Esse é um grande erro, pois o filho não tem nada; este vai ter que construir o que é seu, o seu futuro.
Não é porque o pai tem algo que o filho também é rico; este último terá que se fazer rico. Se os pais dão a riqueza pronta ao filho ele fica com direitos à riqueza, mas sem construir a riqueza, e riqueza de qualquer ramo, seja afetiva, relacional etc.
Nesse sentido, quando os pais querem que os filhos sejam empreendedores, por exemplo, eles estão dizendo que os filhos devem aprender, estão abrindo o mundo dos filhos para outras possibilidades. O empreendedor é aquele que esbarra em uma dificuldade e não abandona o seu projeto, ao contrário, ele analisa como pode superá-la”.”

Então não é errando que se aprende, mas sim corrigindo o erro!”
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

"Não existe criança difícil, difícil é ser criança em um mundo de pessoas cansadas."

“Não existe criança difícil, o difícil é ser criança em um mundo de pessoas cansadas, ocupadas, sem paciência e com pressa. Existem pais, professores e tutores que se esquecem de um dos compromissos mais importantes da educação de uma criança: o de oferecer aventuras infantis.
Este é um problema tão real que, por vezes, podemos ficar preocupados pelo simples fato de uma criança ser inquieta, barulhenta, alegre, emotiva e enérgica. Há pais e profissionais que não querem crianças, querem robôs.
O normal é que uma criança corra, voe, grite, experimente, e faça do seu ambiente um parque de diversões. O normal é que uma criança, pelo menos nas idades prematuras, se mostre como ela é, e não como os adultos querem que ela seja.
Mas para conseguir isso, é importante entender duas coisas fundamentais:

A agitação não é uma doença: queremos um autocontrole que nem a natureza nem a sociedade fomenta.
Fazemos uma favor às crianças se as deixarmos ficar aborrecidas e evitarmos a superestimulação.

Doenças? Medicação para as crianças? Por quê?

Mesmo estando muito na moda no setor de saúde e escolar, a verdadeira existência do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é muito questionável, pelo menos da forma exata como está concebido. Atualmente considera-se que este transtorno é uma caixa onde se amontoam casos diversos, que vão desde problemas neurológicos até problemas de comportamento ou de falta de recursos e habilidades para encarar o dia a dia.
As estatísticas são esmagadoras. Segundo dados do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV- TR (DSM-IV TR), a prevalência do TDAH nas crianças é de 3 a 7 casos por cada 100 meninos e meninas. O que preocupa é que a hipótese biológica subjacente a isto é simplesmente isso, uma hipótese que é comprovada por ensaio e erro com raciocínios que começam por “parece que isto ocorre porque…“.
Enquanto isso, estamos supermedicando as crianças que vivem conosco porque elas mostram comportamentos perturbadores, porque não nos mostram atenção e porque parecem não pensar quando realizam as suas tarefas. É um tema delicado, por isso temos que ser devidamente cautelosos e responsáveis, consultando bons psiquiatras e psicólogos infantis.
Partindo desta base, devemos destacar que não existe um exame clínico nem psicológico que determine de forma objetiva a existência do TDAH. Sem dúvida os exames são realizados com base em impressões e realização de provas distintas. O diagnóstico é determinado com base no momento em que são realizadas e na impressão subjetiva destas provas. Inquietante, não é?
Não podemos esquecer que estamos medicando as crianças com anfetaminas, antipsicóticos e ansiolíticos, os quais podem causar consequências nefastas no desenvolvimento neurológico delas. Não sabemos qual vai ser a repercussão deste medicamento e muito menos do uso excessivo do mesmo. Um medicamento que apenas vai reduzir a sintomatologia, mas que não reverte de forma alguma o problema.
Parece uma selvageria, mas… Por que isso continua? Provavelmente um dos motivos é o financeiro, pois a indústria farmacêutica move bilhões graças ao tratamento farmacológico administrado às crianças. Por outro lado está a filosofia do “melhor isto do que nada”. O autoengano da pílula da felicidade é um fator comum em muitas patologias.
Deixando de lado rótulos e diagnósticos que, na proporção em que se dão, tornam-se questionáveis, devemos colocar os freios e ter consciência de que muitas vezes os que estão doentes são os adultos, e que o principal sintoma é a má gestão das políticas educativas e das escolas.
Cada vez mais especialistas estão tomando consciência disto e procuram impor restrições a pais e a profissionais que sentem a necessidade de colocar a etiqueta de TDAH em problemas que, muitas vezes, provêm principalmente do meio familiar e da falta de oportunidades dadas à criança para desenvolver as suas capacidades.
Como afirma Marino Pérez Álvarez, especialista em Psicologia Clínica e professor de Psicopatologia e Técnicas de Intervenção na Universidade de Oviedo, o TDAH nada mais é que um rótulo para comportamentos problemáticos de crianças que não têm uma base científica neurológica sólida como é regularmente apresentada. Ele existe como um rótulo infeliz que engloba problemas ou aspetos incômodos que efetivamente estão dentro da normalidade.
Não existe. O TDAH é um diagnóstico que carece de identidade clínica, e a medicação, longe de ser propriamente um tratamento, é na realidade doping”, afirma Marino. Generalizou-se a ideia de que o desequilíbrio neurológico é a causa de vários problemas, mas não há certeza de que ele seja causa ou consequência. Isto é, os desequilíbrios neuroquímicos também podem ser gerados na relação com o que rodeia a criança.
Ou seja, a pergunta adequada é a seguinte: o TDAH é ciência ou ideologia? Convém sermos críticos e olharmos para um mundo que fomenta o cerebrocentrismo e que procura as causas materiais de tudo sem parar para pensar sobre o que é a causa e o que é a consequência.
Partindo desta base, deveríamos pensar em quais são as necessidades e quais são os pontos fortes de cada criança e de cada adulto suscetível a ser diagnosticado. Abordar isto de maneira individual proporcionará mais saúde e bem-estar, tanto dos pequenos como da sociedade em geral. Então, a primeira coisa que devemos fazer é uma análise crítica de nós mesmos.”

Fonte da Pesquisa: Site Só Escola.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Mães também choram: por medo, insegurança, estresse ou cansaço.

"Há dias em que a "super mãe" atinge o limite e entra em colapso. Porque ela não pode mais fazer tudo, porque a fadiga a aprisiona até que ela ponha de lado sua armadura brilhante para mostrar uma mulher que só precisa de um momento de descanso.
Se isso aconteceu com você em alguma ocasião, não se preocupe ou pense que você está tocando o abismo da depressão. O estresse de criar um ou mais filhos às vezes é combinado com outros fatores que nos levam a situações extremas, onde é necessário parar, aliviar e reciclar alguns pensamentos, algumas emoções.
Embora falemos de “mães”, estamos certos de que os pais também possam viver a mesma situação. De fato, mesmo que você não acredite, esses momentos vitais têm sua parte de utilidade e até podem ser benéficos. Todos nós, às vezes, desejamos ser a melhor mãe, ser o melhor pai, controlando cada aspecto e sempre dando o melhor de nós mesmos. Mas não é fácil manter este nível de auto-exigência todos os dias. Alcançar o limite é perceber que, embora nossa prioridade seja a criança, devemos ter auto-cuidado. Porque você não será uma mãe ruim se você se der um tempo de descanso, e ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de criticar por isso.
Porque só então você dará a seus filhos o melhor de você. Propomos refletir sobre isso.

Fadiga física e exaustão emocional:

Sentir-se cansada não é sinônimo de estar cansado de nossos filhos. Dizer “não posso fazer mais” não é uma razão para censura ou fraqueza. Às vezes, o próprio remorso por se sentir assim em um dado momento é muito pior do que o esgotamento físico e mental. Portanto, é necessário que entendamos e racionalizemos alguns aspectos básicos.

Mamãe ou papai “multitarefa” :

As crianças não crescem sozinhas. Elas precisam de 150% de nós quase todos os momentos. A multitarefa é um dos nossos inimigos diários mais vorazes. Podemos ser eficazes um mês, dois meses ou cinco meses, mas chegará um momento em que nossa mente e corpo não podem se manter esse nível.
Quando essa voz interior nos diz “eu tenho que dar conta de tudo”, mas o nosso cérebro e mente respondem com um “eu não posso mais fazer isso”, o estresse começa a atrapalhar essa descompensação sutil.
Fadiga se traduz em dor. Nossos membros doem, nossos ossos e sentimos uma pressão no peito.
A frequência cardíaca acelera, sofremos más digestão, episódios de diarréia, constipação…
Chegamos ao limite, e quase inadvertidamente, temos uma resposta ruim, uma palavra fora do lugar, um “Cala a boca,” a “agora me deixa” … palavras que dizemos às vezes sem pensar para nossos filhos e, em seguida, tanto nos fere.

A pressão da demanda:

A pressão da demanda é colocada sobre nós pela sociedade, pela família e até por nós mesmos. Queremos ser aquelas “supermães” que estão atualizadas, que dão o melhor para as crianças, que desejam ter filhos felizes, brilhantes e responsáveis… Não há necessidade de chegar de tanto. De fato, basta educar crianças felizes e saudáveis na companhia de mães e pais felizes, com boa autoestima e que saibam aproveitar os pequenos momentos da vida cotidiana. Algo que o estresse nunca nos permitirá.
Temos que mudar alguns esquemas pequenos. Nós os explicamos a você em seguida. Chorar é necessário, cuidar de nós mesmos também:

É necessário entender antes de mais nada que não é necessário ou aconselhável ser “a mãe ou pai perfeito”, o essencial é saber como estar presente em todos os momentos em que nossos filhos precisam de nós. Por isso, vale a pena refletir em alguns momentos nessas dimensões. Quando se trata de educar e cuidar de uma criança todos os dias será diferente e exigirá novos aspectos de você. Assuma-os com calma e não preveja perigos ou preocupações. Viva o presente, o aqui e agora com seus filhos.
Tudo bem se você chorar ou até mesmo se seus filhos o virem fazendo isso. Diga-lhes que “a mamãe precisa de um momento”, que todos nós precisamos chorar de vez em quando para “sermos mais fortes”. O alívio emocional é bom.
Não carregue todas as suas responsabilidades, medos, pressões e dúvidas nas suas costas. Partilhe com o seu parceiro, com a sua família, faça perguntas ao seu pediatra sobre questões ou preocupações sobre os mais pequenos.
Você tem o direito de aproveitar seus momentos de lazer, relaxamento e privacidade. Você não será uma “mãe má” por se permitir uma ou duas horas por dia para si mesma.
Encontre apoio no seu grupo de amigos e com outras mães. Você vai compartilhar experiências e descobrir que, na verdade, você não é a única que chora secretamente, que se sente exausta e que tem dúvidas. "

Texto traduzido e adaptado pelo site Psicologias do Brasil. Do original Eres Mamá.
Fonte da pesquisa: A Soma de todos Afetos. 

Foto pessoal.

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