domingo, 15 de agosto de 2021

Pinhão: contribui com a saciedade; regula o intestino; protege o sistema cardiovascular; e outros.

O pinhão é a semente da Araucária e a parte comestível da pinha. É nativo da região Sul e de algumas áreas do Sudeste do Brasil. Ele é encontrado mais facilmente entre os meses de março e agosto. Antigamente, o pinhão era muito consumido pelos indígenas e ainda hoje está bastante presente em diversas festas típicas do país. Formado pela casca e amêndoa, o alimento se destaca pelo sabor e a textura diferenciada. Possui nutrientes importantes para o organismo como fibras, amido resistente, proteínas e minerais essenciais como ferro, potássio, cálcio, magnésio, zinco e também vitamina C. Além disso, tem baixo teor de gordura e sódio.
Em 100 g de pinhão cozido sem sal há cerca de 175 kcal. Contém também uma quantidade considerável de ômega 6 e 9 e é uma boa fonte de energia. Pode ser consumido por todas as faixas etárias e é indicado principalmente para atletas e crianças em fase de crescimento, devido ao seu aporte calórico.
Confira alguns benefícios do pinhão à saúde:

- Protege o sistema cardiovascular: O pinhão é fonte de potássio. Esse nutriente está associado a níveis reduzidos de pressão arterial. Isso porque ele diminui os efeitos do sódio e alivia a tensão das paredes dos vasos sanguíneos, o que contribui para controlar a hipertensão. Em 100 g de pinhão há 727 mg de potássio. Além disso, possui ômega 6 e 9, que reduzem o colesterol considerado "ruim" do organismo. Ambas as condições de saúde são fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

-Contribui com a saciedade: Esse benefício ocorre por causa das fibras, que ao serem ingeridas formam um tipo de gel no estômago e atrasa o esvaziamento do órgão. Além de promover uma absorção mais gradativa dos nutrientes, o que prolonga a sensação de saciedade. O pinhão possui também o ácido pinoleico, que atua na supressão da fome. Em 100 g do alimento há cerca de 10 g de fibras. Por possuir amido resistente, juntamente às fibras, o pinhão apresenta um baixo índice glicêmico, ou seja, não eleva a glicemia rapidamente. É uma opção saudável para quem tem diabetes porque contém fibras, gorduras boas e aminoácidos que contribuem para evitar os picos glicêmicos no sangue.

-Faz bem para o cérebro: O pinhão é fonte de vitaminas do complexo B, o que contribui para o bom funcionamento cerebral. Por isso, o consumo regular auxilia no raciocínio e na memória. Possui também potássio e fósforo, minerais importantes para o cérebro.

-Regula o intestino: Mais uma vez as fibras são responsáveis por esse benefício e ajudam a prevenir problemas intestinais como a prisão de ventre. Isso porque a ingestão diária de fibras melhora o funcionamento do intestino ao reter uma quantidade maior de água. Como resultado, o organismo passa a produzir fezes mais macias e com mais volume, o que facilita a eliminação. -É aliado da visão: O pinhão faz bem para os olhos, pois contém luteína, um antioxidante importante que evitar a degeneração macular pela idade e diminui os riscos de catarata. E por ter diversas propriedades antioxidantes em sua composição ajuda a eliminar os radicais livres do organismo que causam doenças como câncer e previne também o envelhecimento precoce.

-Indicado para quem tem anemia: O pinhão tem pequenas quantidades de ferro e cobre. O ferro é um mineral importante na prevenção de anemia; já o cobre ajuda na sua absorção. Por isso, essa semente pode ser uma excelente opção de lanche para pessoas com anemia por deficiência de ferro.

-Aumenta a imunidade: Consumir pinhão fortalece o organismo contra doenças como gripes e resfriados. Isso porque ele conta com a presença da vitamina C, que é um antioxidante importante para aumentar a imunidade. Em 100 g do pinhão cozido sem sal há 27,7 mg do nutriente.

O pinhão é consumido cozido ou assado na brasa, mas pode ser adicionado a diversas receitas culinárias. Na forma de farinha substitui a de trigo e faz parte de preparações como pães, bolos e biscoitos. Para isso, basta triturar o alimento em um processador. É uma boa opção para pessoas com doença celíaca, já que não possui glúten. Para quem gosta de variar, é possível inovar na cozinha acrescentando o pinhão em receitas com arroz, batatas, carnes, camarão, massas, farofas e peixes. Vale experimentar em saladas, sopas, yakisobas e receitas doces como cheesecake, brownie, bombons, paçocas, pudins e pavês. Pode também ser servido como petisco com um pouco de sal, orégano e pimenta do reino.

Destaca-se que durante o cozimento em água parte dos compostos bioativos da casca migram para a semente. Por isso, a semente cozida tem uma coloração marrom. E a água do cozimento também pode ser reaproveitada e usada em caldos, por exemplo.

Riscos e contraindicações:

Não é recomendado o consumo dessa semente crua, pois pode ser tóxica para o organismo. O ideal é cozinhar de 30 a 40 minutos em uma panela de pressão com um pouco de água e sal e depois de esfriar retirar a casca para consumir. Pessoas que precisam moderar o consumo de carboidratos devem estar atentas, pois o pinhão é rico nesse nutriente. É importante também evitar consumir na mesma refeição com outros tipos de carboidratos como macarrão ou pão, principalmente à noite. Para se ter uma ideia, em 100 g de pinhão há cerca de 43 g de carboidratos. Para quem possui uma doença renal crônica e estiver com potássio alto no sangue é importante consumir com moderação e buscar uma orientação médica e nutricional sobre a quantidade adequada de pinhão a ser consumida. Por ser calórico, quem quer emagrecer deve ficar atento, pois em excesso provoca ganho de peso.

(Esta matéria é informativa e não substitui o trabalho de um especialista. Consulte sempre seu médico).

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